
A proprietária do imóvel que eu alugo pediu um reajuste de 47% e isso eleva o meu custo de moradia em 39%.
Quem mora de aluguel já sabe que isso é uma bola de neve, pois os reajustes são só pra cima.
Você, como eu, já deve ter visto um monte de vídeos, posts e artigos sobre as vantagens de morar de aluguel em vez de comprar um imóvel. E eu sou uma dessas pessoas que optou pelo aluguel, mais por necessidade do que por escolha.
Eu saí da casa dos meus pais há 11 anos, quando me mudei de cidade e fui morar sozinha. Na época, embora o meu novo trabalho remunerasse 10 vezes mais que o anterior, eu tinha muitas dívidas, incluindo o financiamento de um imóvel na planta na cidade onde morava antes. Então não tive muita opção: aluguei um apartamento.

Ao longo desse tempo, a decisão se mostrou acertada, pois já me mudei duas vezes. Morei no primeiro imóvel por quatro anos e devolvi quando comecei a ficar presa no elevador — isso aconteceu três vezes e, em uma delas, fiquei mais de 40 minutos lá dentro.
No segundo, morei menos de um ano. Como eu vivia sozinha, o espaço era suficiente, mas quando a minha irmã veio morar comigo, precisei de um apartamento maior. E é nele que estou há mais de cinco anos.
Durante esses 11 anos, consegui manter um custo baixo de moradia, mesmo vivendo em uma das melhores áreas da cidade. Confesso que isso me deixou em uma zona de conforto.
Recentemente, até estudei a hipótese de comprar um segundo imóvel (meu sexto sentido trabalhando), mas percebi que isso imobilizaria uma parte significativa do meu capital e acabaria tirando um pouco da minha liberdade financeira .
Então, deixei essa ideia para depois.
Mas o pedido de reajuste chegou!
E aqui começa o meu dilema: eu não quero aumentar meu custo de vida.

Pesquisei o preço do aluguel na região onde moro e vi que eles subiram muito, justamente quando a Selic está em 15% ao ano (jul/2025).
Mesmo com os juros alto, pensei em comprar um imóvel.
Primeiro, pensei em comprar um imóvel à vista e isso resolveria a questão da moradia. No entanto, ficaria sem capital para manter o restante do meu custo de vida, afinal tenho outras necessidades além de morar como plano saúde e comida.
Então pensei em financiar…
No entanto, as regras de financiamento imobiliário mudaram e passaram a exigir entradas maiores, por isso a compra de um imóvel financiado ficou bem mais cara e difícil, principalmente porque os preços dispararam — lembra do IGPM na pandemia do COVID-19?
Assim, se eu optar pelo financiamento com as taxas de juros tão altas e, mesmo com a possibilidade de portabilidade da dívida quando elas caírem (o relatório Focus projeta a Selic em 10,5% ao ano em 2027), ainda perderia uma boa quantia pagando juros.
E o que eu decidir fazer?
Por enquanto: estou procurando outro imóvel para alugar, mas pensando seriamente sobre a compra.
Ainda não achei um imóvel, mas tenho até agosto para me mudar. Enquanto isso vou repensando a minha decisão de morar de aluguel e, obviamente, vou dividir aqui as minhas reflexões.
E você, já viveu esse dilema de escolher entre manter a liberdade financeira ou garantir a segurança de ter um imóvel próprio? Se quiser, conte nos comentários — vai ser bom trocar experiências.
